Notícias e Pesquisas
27 Set 2019
O INEC (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor) passou de 47,0 pontos em junho de 2019 para 47,3 pontos em setembro. O crescimento de 0,3 ponto não representa mudança significativa da confiança do consumidor no período, mas interrompe sequência de duas quedas consecutivas. Assim, o índice parou de se afastar da linha divisória de 50 pontos, o que mostraria maior falta de confiança do consumidor.
O índice continua acima da média histórica de 46,1 pontos e também é 2,0 pontos superior ao registrado em setembro de 2018.
O INEC continua a recuar na região Sul – o índice da região registrou a terceira queda consecutiva. A confiança continua menor na região Nordeste – onde o índice segue abaixo da média histórica – e entre aqueles com renda familiar mensal de até um salário mínimo.
A maioria dos índices que compõem o INEC evoluiu positivamente entre junho e setembro de 2019. Entre eles, destaca-se o índice de endividamento, que recuou de 51 para 49,6 pontos, ou seja, mostrava aumento e agora mostra estabilidade do endividamento, uma vez que o índice agora está muito próximo da linha divisória. O índice de situação financeira também mostra situação mais favorável, com o crescimento de 1,2 ponto.
O índice de expectativa de inflação, por outro lado, conteve a melhora da confiança ao aumentar 1,8 ponto em setembro, alcançando 61,4 pontos. É o terceiro aumento consecutivo do índice, que revela preocupação crescente com a evolução dos preços.
A evolução da confiança foi heterogênea entre as diferentes faixas etárias. Destaca-se que o INEC entre os adultos de 35 a 44 anos, que havia registrado a maior queda no último levantamento (-2,7 pontos), volta a mostrar o maior recuo, agora de 1,8 ponto. Na comparação com setembro do ano anterior, todos os índices apresentam melhora.
O INEC voltou a recuar para os grupos de menor grau de instrução (até 4ª série do fundamental e entre 5ª e 8ª série do fundamental). Os grupos com maior grau de instrução, que haviam registrado as maiores quedas em junho, registram alta, sobretudo aqueles com Ensino Superior. Na comparação com setembro do ano passado, todos índices apresentam melhora, que cresce conforme aumenta o grau de instrução.
A maior alta da confiança foi registrada na faixa de renda acima de 5 salários mínimos: 2,6 pontos. Na faixa de até 1 salário mínimo também há crescimento, mas de 0,7 ponto. Esse grupo segue como o único, entre as diferentes faixas de renda, com confiança ainda abaixo da média histórica.
A única queda do INEC na comparação com junho foi registrada na região Sul. Diferentemente das outras regiões, a confiança dos consumidores da região segue tendência de piora – é a terceira queda consecutiva do índice, que passa a mostrar falta de confiança. Na região Norte/Centro-Oeste, ocorre o inverso; o índice mostra a maior alta, de 1,6 ponto. Com isso, os consumidores da região, que estavam sem confiança, agora estão próximos de mostrarem-se confiantes. Na região Nordeste, a confiança continua estável (crescimento de 0,1 ponto) e abaixo da média histórica.
INEC – ÍNDICE NACIONAL DE EXPECTATIVA DO CONSUMIDOR
2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
CNI
INEC (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor)
Opinião pública
CNI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA
19/09/2019 a 22/09/2019
Brasil
2000 entrevistas em 126 municípios.