O INEC de novembro mostra uma variação de apenas 0,3% na comparação com outubro. O resultado confirma a relativa estabilidade do índice, que desde abril oscila entre 96 e 100 pontos. O INEC mantém-se em patamar baixo, o que revela pessimismo: o índice encontra-se 11,1% abaixo de sua média histórica e 11% abaixo do registrado em novembro de 2014.
A estabilidade do índice é resultado de movimentos contrários de seus componentes. Os índices relacionados às finanças dos consumidores aumentam no mês, revertendo quase que totalmente as quedas acumuladas nos dois meses anteriores. O índice de expectativa da própria renda aumenta 3,2%, o de situação financeira 3,6% e o de endividamento cresce 2,8% (aumento dos índices de expectativa, situação financeira e de endividamento refletem aumento do otimismo, melhora da situação financeira e queda do endividamento, respectivamente). Ressalta-se que, apesar do aumento, os três índices mostram quedas significativas no acumulado em 12 meses.
Por outro lado, os índices de expectativas de inflação e de compras de bens de maior valor recuam, mostrando maior pessimismo com a trajetória esperada da inflação e uma previsão de compras mais contida. A queda no índice de compras reverte o aumento observado no mês anterior.
A manutenção do pessimismo do consumidor indica perspectivas de um período de demanda mais fraca nos próximos meses. O índice mostra que o consumidor continua com sua situação financeira delicada e preocupado com o futuro próximo.