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26 Jul 2016

Pesquisa traça o perfil dos proprietários de pets no Brasil

Em parceria com o Instituto Waltham® e especialista da USP, dados mostram que brasileiros são apaixonados por cães e gatos

O IBOPE Inteligência, em parceria com o Centro de Pesquisa Waltham® – a principal autoridade científica em bem-estar e nutrição de pets – e o professor Doutor Ricardo Dias, docente da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), realizou uma pesquisa para estudar o padrão de comportamento do brasileiro na interação com seus pets, além de entender as principais barreiras para aqueles que, atualmente, não possuem animais de estimação, mas gostariam de adquirir um. A pesquisa foi encomendada pela Mars Brasil, líder no mercado de alimentação para gatos e cães com marcas como Pedigree®, Royal Canin®, Whiskas® e Eukanuba™.

O Brasil possui, atualmente, 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos, sendo que, dos 65 milhões de domicílios do país, 44,3% possuem pelo menos um cachorro e 17,7% pelo menos um gato, de acordo com dados do IBGE. A pesquisa IBOPE Inteligência mostra que a maioria dos brasileiros proprietários desses cães é homem, casado, mora com mais de uma pessoa e é de classe AB. Já os proprietários de gatos são, em sua maioria, mulheres, solteiras, que moram em apartamentos e são de classe BC.

A pesquisa comprova, ainda, a conexão emocional dos brasileiros com seus animais de estimação, assunto amplamente estudado por Waltham® no mundo todo. Para o centro de pesquisas, os pets representam uma parte essencial da sociedade e fornecem um apoio valioso em facilitar a interação humana e os contatos sociais, além de proporcionar companhia. As evidências científicas têm demonstrado os inúmeros benefícios advindos dos pets, não só para os seus donos, mas também para a sociedade como um todo. Tese comprovada no Brasil por meio dos resultados da pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência.

"Existem dados referentes ao comportamento do proprietário de gatos e cães publicados em outros países, mas no Brasil é a primeira vez que temos acesso a essas informações em nível nacional, reforçando a relevância social dos animais de estimação e contribuindo para inúmeras pesquisas acadêmicas hoje realizadas na Medicina Veterinária", ressalta o professor Ricardo Augusto Dias.

Donos de cães
A pesquisa mostra que os proprietários de cães são, em sua maioria (51%), casados, têm, em média, 41 anos e 93% moram com mais de uma pessoa. Além disso, observa-se que 82% são de classe AB (na classe A são 24%), 59% moram em casas e 24% adotaram seus cães, sendo 59% deles SRD (sem raça definida).

Dos entrevistados, 68% acreditam que os cães trazem conforto emocional e 44% veem seus cachorros como filhos, sendo que a maioria desses respondentes são mulheres solteiras de até 40 anos. Os donos de cães levam, em média, 2,8 vezes por ano seus cães ao médico-veterinário, sendo que 79% levam pelo menos uma vez ao ano para vacinação. A alimentação manufaturada foi apontada como a melhor opção para os cães, já que 95% dos donos optam por alimentação seca.

Na fase qualitativa da pesquisa, foram identificados três perfis de donos de cães: os pragmáticos, aqueles que possuem uma relação racional com seus pets; os envolvidos, no qual os cães podem frequentar apenas áreas sociais da casa; e os apaixonados, que possuem alto nível de envolvimento, apego e dedicação com seus pets. Os perfis predominantes entre os brasileiros são os envolvidos e apaixonados, dado reforçado na fase quantitativa, que mostra que 64% dos entrevistados deixam os cães dormirem dentro de casa.

Donos de gatos
Em relação aos donos de gatos, a pesquisa mostra que 61% são mulheres, têm em média 40 anos e 62% moram em casas. Dos entrevistados, 48% acreditam que os felinos entendem o humor dos donos e 45% veem seus gatos como filhos, sendo a maioria desses respondentes, mulheres solteiras de até 40 anos.

Na fase qualitativa, foram identificados três perfis de donos de gatos: os apaixonados, defensores da categoria, que podem ser chamados de gateiros ou cat lovers; os resignados, aqueles que gostariam de ter cachorro, mas acabaram por ter gato e os convertidos, aqueles que não pensavam em ter, foram influenciados por conhecidos e viraram fãs. Observa-se, também, que as características relacionadas aos gatos apontadas pelos entrevistados são mais voltadas ao que ele é e menos ao que ele significa – alguns exemplos: gatos são mais independentes, são menos carentes, não precisam tomar banho com frequência, entre outras.

Dos proprietários de gato, 39% também têm cães e a porcentagem de donos de felinos (42%) que acreditam que pets são boa companhia para crianças é numericamente maior do que a de proprietários de cães (40%). Se comparado aos proprietários de cães, os proprietários de gatos levam menos os pets ao médico-veterinário – média de 2,3 vezes por ano.

A alimentação manufaturada foi apontada como a melhor opção para o pet, pois 94% dos entrevistados optam por alimentação seca.

Não proprietários
A pesquisa mostra que 47% dos entrevistados que não possuem pets são casados, têm, em média, 37 anos, 25% moram com filhos de até 9 anos, 57% moram em apartamento e 94% deles já tiveram um animal de estimação antes. Dentre os aspectos apontados para justificar o porquê de não possuírem um pet estão: não ter alguém em casa para cuidar enquanto estão no trabalho, compromisso por muitos anos e o fato dos custos com cuidados serem altos. A vontade de adquirir/comprar/adotar um animal de estimação é apontada por 100% dos entrevistados, sendo que 90% pretendem adquirir um cão e 20% têm a intenção de ter um gato.

Sobre a pesquisa
A pesquisa foi dividida em duas etapas, sendo que a qualitativa foi feita com 13 grupos de discussão em São Paulo, Recife e Porto Alegre. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos, divididos em três grupos: donos de cães, donos de gatos e não possuidores – com intenção de ter um pet nos meses de janeiro e fevereiro de 2015.

A etapa quantitativa tem uma base de 900 entrevistados, sendo 300 donos de cães, 300 donos de gatos e 300 não possuidores – com intenção de ter. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal entre os dias 25 de junho a 17 de julho de 2015. A margem de erro da pesquisa é de 6 pontos percentuais por segmento e de 3 pontos percentuais no total da amostra.

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