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27 Jun 2019

Visita aos shoppings cresce 0,7% na semana anterior ao dia dos namorados

Acompanhando a lenta retomada da atividade econômica e a melhora muito gradual da situação financeira das famílias, as visitas aos shoppings centers na semana que antecede o dia dos namorados mostrou ligeiro crescimento em 2019.

Segundo dados do Iflux, o fluxo de pessoas em shoppings cresceu 0,7% entre os dias 3 e 10 de junho deste ano em comparação com a semana que antecedeu o mesmo feriado no ano anterior. O resultado deve ser observado com cautela, tendo em vista a base de comparação deprimida do ano anterior. Na semana que antecedeu o dia dos namorados em 2018, as visitas caíram 3,1%, ainda em termos anuais, prejudicadas, em grande medida, pela proximidade com o fim da greve dos caminhoneiros (oficialmente encerrada em 31 de maio).

O crescimento gradual do Iflux acompanha a lenta retomada do consumo das famílias, proporcionada pela gradual melhora do mercado de trabalho e crédito. Quanto aos fatores positivos à dinâmica do consumo, destaca-se a ampliação do contingente de pessoas ocupadas e o aumento gradual do volume de crédito concedido às pessoas físicas.

Por outro lado, a principal porta de entrada ao mercado de trabalho continua sendo a informalidade, o que limita os salários das novas vagas e a magnitude de expansão do volume de crédito às famílias. Adicionalmente, o elevado número de pessoas em condição de subutilização da força de trabalho (desocupados, subocupadas e desalentadas), também é um fator limitante a dinâmica de reação do consumo.

Quanto ao quadro inflacionário, embora siga benigno e com as expectativas dos próximos anos ancoradas, nos primeiros meses deste ano houve uma elevação do nível de preço de grupos cujos itens são de primeira necessidade (com destaque para Alimentação e Habitação), o que diminui a parcela da renda familiar disponível para outros gastos. De acordo com cálculos da Tendências, a renda disponível das famílias - parcela do orçamento disponível após o desconto dos gastos com itens essenciais¹ - ficou em 42,8% em maio de 2019, patamar 0,9 p.p. abaixo do mesmo período do ano passado.

Por fim, entre os itens que mais pressionaram o orçamento, destacam-se o aumento nos preços de alimentação no domicílio, que acumulam alta de 4,1% até maio (contra 1,0% no mesmo período do ano passado), além do aumento nos itens saúde e combustíveis para veículos.

¹Considera-se como itens essenciais: Habitação (aluguel, energia elétrica etc.), Transportes (transporte público, combustíveis), Comunicação, ‘Saúde e Cuidados Pessoais’, Educação e ‘Alimentação no Domicílio’.