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15 Mar 2018

Próximo presidente deve priorizar melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social, de acordo com os brasileiros

A prioridade do próximo presidente da República deve ser a promoção de mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social, se depender da opinião da maior parte dos brasileiros. Essa é a opção que teve o maior número de escolha (44%) entre os brasileiros entrevistados pelo IBOPE Inteligência a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Perspectivas para as eleições de 2018. 

Em segundo lugar, com 32% das citações, aparece a moralização administrativa, com combate à corrupção e punição de corruptos. Um número menor de pessoas acredita que entre as três opções apresentadas, a prioridade deve ser a estabilização da economia, com queda definitiva do custo de vida e do desemprego (21%). Do total de entrevistados, 1% não quis escolher entre as três opções e 2% não souberam responder. 

Apesar de desejarem que o foco do próximo presidente esteja nas questões sociais, 92% dos brasileiros defendem que é importante ou muito importante que o candidato também defenda o controle dos gastos públicos.

Perfil
A maioria dos eleitores concorda que é importante que o candidato à presidente acredite em Deus (79%), mas não necessariamente precisa ser da mesma religião que eles - apenas 29% acham muito importante que o candidato seja da mesma religião. Questionados sobre a classe social do candidato, 52% concordam que preferem candidatos de família pobre. Quanto menor a renda familiar dos eleitores, maior o percentual de concordância de que eles preferem votar em candidatos de família pobre. 

Entre as características pessoais que são consideradas muito importantes no candidato, 87% dizem que a principal é ser honesto e não mentir em campanha. Como podiam escolher mais de uma opção, outras também aparecem com percentuais acima de 80%: nunca ter se envolvido em casos de corrupção (84%) e transmitir confiança (82%). As características pessoais com menor quantidade de avaliações como 'muito importante’ entre as opções apresentadas foram: ter pouca exposição da vida pessoal (40%) e ser da sua religião (29%).

Já entre as características profissionais, a primeira é conhecer os problemas do país (89%), seguida por ter experiências em assuntos econômicos (77%) e ter boa formação educacional (74%). As opções menos votadas foram ter trabalhado no setor privado (40%) e ser militar (27%).

Experiência
Para 72% dos brasileiros é importante que o candidato tenha experiência como prefeito ou governador. E a opção de ter experiência e trajetória na política de forma geral foi apontada como muito importante por 62%. Além disso, praticamente a metade dos eleitores (47%)  alegam ser “muito importante” ter trabalhado no setor público”. A maioria dos brasileiros estuda as propostas dos candidatos antes de decidir o voto (84%), mas 75% dizem não acreditar nas promessas de campanha.

Candidatos x Partidos
A grande maioria (72%) concorda que votam nos candidatos que gostam, independentemente do partido em que estejam. Questionados sobre o partido pelo qual têm mais simpatia, menos da metade cita alguma opção. Enquanto 48% dos eleitores dizem não ter preferência por nenhum partido, 5% não sabem ou não quiseram responder. 

Somente quatro partidos tiveram mais de 1% de citações. São eles: PT (19%), MDB (7%), PSDB (6%) e PSOL (2%). Outros 11 partidos apresentam 1% de menções cada e os demais partidos com menos de 1% de citações cada, somam 3% da preferência. Dos entrevistados, 58% discordam que o seu voto para deputados e senadores serão para candidatos do mesmo partido do voto para presidente.

Corrupção
A pesquisa mostra que 44% dos eleitores estão pessimistas em relação às eleições. Outros 23% não estão otimistas nem pessimistas, 20% estão otimistas e 13% não sabem responder. 

O principal motivo para o pessimismo é a corrupção - apontada espontaneamente por 30%. Também foram apresentados como motivos para o pessimismo a não confiança no governo e nos candidatos (19%). Questionados sobre votar em um candidato acusado de corrupção, mas que tenham o mesmo alinhamento ideológico que eles, 79% dos entrevistados discordam. 

Dos 20% da população que se dizem otimistas, 32% afirmam acreditar na mudança e renovação e 19% têm esperança no voto e na participação popular.

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Retratos da Sociedade Brasileira - Perspectivas para as eleições de 2018.

Margem de erro

2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra

Tema

Administração pública

CNI

Opinião pública

Contratante

CNI - Confederação Nacional da Indústria

Período

07/12/2017 a 10/12/2017

Local

Brasil

Amostra

2000 entrevistas em 127 municípios

ARQUIVO(S) PARA DOWNLOAD
Retratos da Sociedade Brasileira - Perspectivas para as eleições de 2018
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