Notícias e Pesquisas

14 Jan 2016

Meios online ganham força como fonte de informação para tomada de decisão de voto do eleitor

Meios online somam 19% e ficam no mesmo patamar de rádio, propaganda eleitoral oficial e conversa com amigos e parentes

As conversas com amigos e parentes perderam força na hora do eleitor brasileiro escolher seu candidato na eleição. Pesquisas do IBOPE Inteligência mostram que a internet é responsável por essa queda. Nas eleições municipais de 2008, 47% dos eleitores diziam que conversa com familiares e amigos era muito importante para a tomada de decisão sobre o seu voto. Em dezembro de 2015, esse número cai para menos da metade: 22%.

Em compensação, sobe de 3% para 14% a quantidade de brasileiros que utilizam a internet como meio de informação para assuntos eleitorais, sobretudo entre jovens: 22% entre eleitores de 16 a 24 anos e 17% entre eleitores de 25 a 34. As redes sociais (Facebook, Twitter e WhatsApp), nem citadas em 2008, são mencionadas por 5% da população. Para quem tem idade de 16 a 24 anos, redes sociais representam 8% das fontes de informação para escolher um candidato e 9% para quem tem de 25 a 34 anos.

Juntas essas duas fontes de informação somam 19% e ficam no mesmo patamar de rádio (18%), propaganda eleitoral oficial (19%) e, claro, da conversa com amigos e parentes (22%). Também permanecem acima dos jornais e revistas, que tinham 12% em 2008 e agora somam 10%, mas ainda abaixo da televisão, que de 48% em 2008 agora tem 51%.

Porém, de acordo com o tamanho do município, o poder da televisão aumenta ou diminui. Nas cidades com até 50 mil habitantes, a TV é citada como fonte de informação por 41% dos eleitores, contra 60% nos municípios com mais de 500 mil. Nas cidades menores, o rádio tem mais importância (23%) do que nos grandes centros urbanos (16%) e a conversa com amigos/familiares é o segundo maior influenciador (28%).