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08 Fev 2019

Medo do desemprego tem maior queda da série histórica

O índice de medo do desemprego apresentou queda de 10,7 pontos percentuais entre setembro e dezembro de 2018. Essa foi a maior queda observada no indicador desde o início da série histórica, em maio de 1996. A segunda maior queda, de -8,1 pontos, ocorreu em duas ocasiões, em maio de 2009 e em outubro de 1997. O indicador é medido pelo IBOPE Inteligência a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O resultado positivo reflete o otimismo e confiança que a maioria da população deposita no novo governo e também a percepção crescente de superação da crise econômica, com perspectiva de aumento do crescimento econômico e queda do desemprego.

O medo do desemprego caiu em todas as regiões do país. A maior retração se observou na região Sul, com queda de 16,9 pontos entre setembro de dezembro de 2018. As regiões Norte e Centro-Oeste, analisadas em conjunto por questão de amostragem, apresentaram a segunda maior queda no indicador, de 12,9 pontos. O medo do desemprego na região Nordeste retraiu 9,8 pontos no período e a região Sudeste foi a que apresentou a menor retração no período: -8,3 pontos.

O medo do desemprego também se retraiu mais entre os brasileiros que possuem maior renda familiar. Entre aqueles cuja renda familiar é superior a cinco salários mínimos, o medo  do desemprego caiu 16,2 pontos, percentual que passa para -10,2 entre os que possuem renda familiar entre dois e cinco salários mínimos, -10,6 para os com renda familiar entre um e dois salários mínimos e chega a -7,3 entre os que possuem renda familiar de até um salário mínimo. É necessário destacar que o nível do medo do desemprego é historicamente menor quanto maior a renda familiar dos brasileiros, então o medo está caindo mais para aqueles que já possuem medo mais baixo, ampliando a diferença. 

O índice de satisfação com a vida apresentou alta de 2,7 pontos entre setembro e dezembro de 2018, maior alta da série iniciada em maio de 1999. A segunda maior alta ocorreu em setembro de 2016, quando subiu 2,5 pontos. A região Sul apresentou o maior aumento na satisfação com a vida: 3,6 pontos entre setembro e dezembro de 2018. O segundo maior aumento pertence à região Nordeste, com 3,0 pontos, seguida da região Sudeste, com 2,7 pontos. As regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram o menor crescimento da satisfação com a vida no período: 1,5 pontos.

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Índice de medo de desemprego e satisfação com a vida

Margem de erro

2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Tema

Administração pública

CNI

Opinião pública

Contratante

CNI - Confederação Nacional da Indústria

Período

29/11/2018 a 02/12/2018

Local

Brasil

Amostra

Foram realizadas 2000 entrevistas em 127 municípios.

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