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05 Set 2018

Jair Bolsonaro segue liderando a corrida presidencial

Como informado ontem, na pesquisa de intenção de votos realizada entre os dia 1 e 3 de setembro, para seguir as decisões decorrentes do indeferimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiram, entre outras coisas, que o ex-presidente participasse, como candidato, de atos de campanha,  o IBOPE Inteligência deixou de aplicar o questionário em que o nome de Lula aparecia como postulante ao cargo de presidente da República, como constava do registo da pesquisa feito no TSE. O instituto pesquisou apenas o cenário em que o nome de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, aparecia juntamente com os candidatos que pediram registro. O IBOPE Inteligência indagou ao TSE se este procedimento estava correto. Em sua decisão de hoje, o ministro Luiz Felipe Salomão explicou que, segundo a lei, o TSE está impedido de responder a consultas como essa durante o período eleitoral. Diante disso, e convicto de que agiu de boa fé e dentro da lei, e, ainda, no intuito de não privar o eleitor de informações relevantes sobre a situação atual das intenções de voto na eleição presidencial, o IBOPE Inteligência, decidiu liberar os resultados da pesquisa para divulgação, decisão que contou com o apoio dos contratantes TV Globo e O Estado de S. Paulo.

 

Jair Bolsonaro segue liderando a corrida presidencial

O segundo levantamento realizado pelo IBOPE Inteligência por encomenda da TV Globo e do Jornal O Estado de São Paulo a respeito da sucessão presidencial, realizada entre os dias 01 e 03 de setembro, traz os resultados do cenário em que Fernando Haddad figura como candidato petista, dada a decisão do TSE de 31 de agosto de indeferir a candidatura do ex-presidente Lula. Foram realizadas entrevistas com 2002 votantes.

Jair Bolsonaro, do PSL, que tinha 20% na primeira rodada, oscila positivamente dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais (p.p.) e tem hoje 22%; Marina Silva (REDE) segue com 12% das intenções de voto, mesmo percentual do pedetista Ciro Gomes, que cresce 3 p.p. (antes tinha 9%). O peessedebista Geraldo Alckmin também tem oscilação positiva de 2 p.p. e vai de 7% para 9%; mesma variação apresentada por Fernando Haddad, que tinha 4% e hoje tem 6% e de João Amoêdo, do NOVO, que vai de 1% para 3% das menções. O candidato Alvaro Dias (PODE) segue com 3% das intenções de voto; Henrique Meirelles (MDB) oscila de 1% para 2% das citações. Os candidatos Guilherme Boulos, do PSOL, Vera (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) mantêm 1% das intenções de voto. Eymael (DC) e Cabo Daciolo (PATRI), que tinham 1% na primeira rodada, são mencionados, mas não alcançam esse percentual no atual levantamento. Brancos e nulos caem de 29% para 21% e os entrevistados que não sabem ou não respondem oscilam negativamente de 9% para 7%.

Nesta pergunta, um disco com os nomes dos candidatos é apresentado aos entrevistados.

Destaques por segmentos
- No presente levantamento, as intenções de voto em Jair Bolsonaro são expressivas entre quem possui renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos (S.M.), com 30%, apesar de oscilação negativa de 2 p.p. em relação ao levantamento anterior e chega a 29% entre os mais escolarizados (crescimento de 5 p.p.). Ainda, segue se destacando entre os homens (28% como na rodada anterior) ante as mulheres onde obtém 16%; entre quem tem de 16 a 24 anos (tem 28%, representando crescimento de 7 p.p.); entre os evangélicos, com 29% (crescimento de 3 p.p.); entre os que se autodeclaram brancos com 26% (eram 23% anteriormente). Nesta rodada, passa a se destacar entre quem tem ensino médio, segmento em que também alcança 26% das menções, mesmo percentual que têm nas regiões Norte/Centro-Oeste, apesar de apresentar queda de 4 p.p.

- Marina Silva, por sua vez apresenta crescimento de 4 p.p. em dois segmentos: 35 a 44 anos (eram 8%) e entre os que possuem ensino fundamental completo (eram 10%). Em contrapartida, cai 4 p.p. no Nordeste (agora tem 13%); cai 3 p.p. entre os mais jovens, indo de 18% para 15%, e entre 25 a 34 anos cai de 16% para 13%.

- Em relação à primeira pesquisa presidencial, Ciro Gomes cresce 8 p.p. no Norte/Centro-Oeste, variando de 5% para 13%; cresce 6 p.p. entre os nordestinos, indo de 14% para 20%; 7 p.p. entre aqueles que residem em municípios de até 50 mil habitantes (eram 9%, agora são 16%); também alcança 16% entre os mais velhos, segmento em que tinha 11%. Ainda, cresce 5 p.p. entre os católicos, atingindo 15% das menções neste segmento, mesma variação apresentada no segmento dos que têm ensino fundamental completo e entre os que têm menor renda familiar mensal (eram 9% em ambos).

- Comparativamente ao primeiro levantamento, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin ganha 5 p.p. entre os eleitores do Norte/Centro-Oeste (eram 5%) e entre os que residem no Sul (eram 3%); ganha 4 p.p. entre quem tem de 25 a 34 anos, indo de 7% para 11%, mesma diferença e percentual registrados entre os que vivem em municípios com mais de 50 a 500 mil habitantes e varia de 4% para 8% entre os nordestinos.

- Fernando Haddad chega a 11% das intenções de voto entre os mais ricos, apresentando crescimento de 7 p.p. neste segmento. Comparativamente, cresce 4 p.p. entre quem tem renda familiar mensal acima de 1 a 2 S.M e entre aqueles de 45 a 54 anos (tinha 7% em cada um).

- Nesta rodada, Alvaro Dias se destaca entre os sulistas com 9% das intenções de voto, apesar de queda de 3 p.p.

- João Amoêdo, por sua vez, cresce 6 p.p. entre os mais escolarizados, alcançando 9% das menções neste segmento e cresce na mesma proporção entre os mais ricos (4% para 10%).

- Os demais candidatos apresentam intenções de voto distribuídas de maneira homogênea nos segmentos analisados.

 

* O objetivo de uma pesquisa eleitoral não é antecipar os resultados da eleição, mas sim o de mostrar o cenário no momento em que foi realizada. A pesquisa é uma fotografia do momento e não tem o poder e nem a intenção de prever o resultado de uma eleição. Por isso, seus resultados não podem ser usados para prever o resultado das urnas

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Intenção de voto para presidente

Margem de erro

a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Tema

Administração pública

Eleições

Opinião pública

Contratante

pesquisa contratada por GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A e S/A O ESTADO DE SÃO PAULO.

Período

01/09/2018 a 03/09/2018

Local

Brasil

Amostra

foram entrevistados 2.002 votantes. o nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.

Registro TRE/TSE

registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-05003/2018

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