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13 Jul 2017

Falta de segurança é menor na região Sul

Apesar da piora significativa na percepção da população em relação à segurança entre 2011 e 2016, a região Sul permanece como aquela em que a população tem a menor percepção de insegurança, segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Menos habitantes do Sul vivenciaram furtos, assaltos ou agressões ou mudaram hábitos em razão da violência. A região Sul também se destaca por ter pessoas com opiniões divergentes do resto do Brasil acerca de alguns temas que remetem à segurança.

Enquanto isso, as regiões Nordeste e Norte/Centro-Oeste estão no outro extremo, com proporção maior de habitantes que vivenciam crimes e mudaram seus hábitos em função da violência. Além disso, habitantes das regiões Nordeste e Norte/Centro-Oeste têm opiniões mais alinhadas com a média brasileira sobre temas de segurança.

Segurança pública é melhor avaliada na região Sul
A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Segurança Pública, realizada em dezembro de 2016, revela que a situação da segurança pública na região Sul do país é melhor se comparada às demais regiões.

A região Sul é a que apresenta menor percentual dos que consideram a segurança pública como péssima. Enquanto 43% dos entrevistados da região Sul avaliam a segurança pública do Brasil como péssima, nas outras regiões a percepção negativa é maior, chegando a 56% no Nordeste. A piora da avaliação da segurança pública é notável em todo o Brasil, apresentando crescimento de 22 pontos percentuais dos que avaliam a segurança como péssima, na comparação com o levantamento anterior realizado em 2011.

 

O percentual de entrevistados que afirmam ter sido eles mesmos e/ou seus familiares vítimas de furto, assalto ou agressão nos 12 meses anteriores à pesquisa na região Sul é de 31%, o menor do Brasil. O percentual aumenta para 37% no Sudeste, para 44% no Nordeste e chega a 46% nas regiões Norte e Centro-oeste.

Apenas 4% dos respondentes do Sul do país afirmam ter presenciado assassinato nos últimos 12 meses, percentual menor do que o observado em todas as outras regiões (que varia entre 9% e 15%). Aqueles que afirmam ter presenciado alguém ser agredido nesse mesmo período somam 26% na região Sul, enquanto nas demais regiões o percentual é igual ou superior a 40%. Além disso, os habitantes do Sul também presenciaram menos crimes de ódio: apenas 12% afirmam ter presenciado, contra 22% nas demais localidades.

Pensando na segurança pessoal e da própria família, 41% dos respondentes que residem na região Sul alegam ter aumentado os cuidados com segurança nos três anos anteriores à pesquisa, percentual próximo ao verificado no Sudeste. 

No entanto, quando comparamos os dados com pesquisa similar realizada em 2011, se verifica que na região Sul diminui a proporção daqueles que afirmam ter aumentado o cuidado com segurança nos três anos anteriores à pesquisa, enquanto no Sudeste há um aumento dessa proporção.

 

A fim de evitar a violência, muitas pessoas realizam mudanças no seu dia a dia. Nesse sentido, a região Sul se destaca por ser aquela em que menos se observam essas práticas. Por exemplo, 20% dos residentes da região afirmam ter alterado o trajeto entre sua casa e o trabalho ou escola, contra um percentual maior ou igual a 30% em todo o resto do país, chegando a 39% na região Nordeste. Além disso, 33% dos habitantes do Sul afirmam ter deixado de circular por algumas ruas ou bairros, enquanto nas demais regiões esse percentual é igual ou superior a 50% e alcança 58% no Nordeste.

Quando perguntados se já deixaram de sair à noite por conta da insegurança, 41% dos entrevistados da região Sul respondem que sim, registrando novamente uma proporção menor que a observada entre os entrevistados das demais regiões.

A diferença aparece também entre aqueles que afirmam ter aumentado o cuidado ao sair/entrar de casa/trabalho/escola: 57% dos entrevistados da região Sul fazem essa afirmação, enquanto em todas as demais regiões esse percentual é ao menos 11 pontos percentuais maior.

A mesma tendência é observada entre aqueles que afirmam ter mudado o modo de se vestir para evitar assalto ou assédio: 15% no Sul do país contra, em média, 29% nas demais regiões.

Políticas sobre drogas
Entre os habitantes da região Sul, 37% acreditam que a legalização da venda e do uso da maconha reduzirá a criminalidade, enquanto a média dos que concordam com essa medida nas demais regiões é de 30%. É importante destacar que a concordância dos entrevistados no Sul com essa medida aumentou 20 pontos percentuais entre 2011 e 2016, a maior mudança registrada no Brasil.

Além disso, 62% dos moradores da região acreditam que o uso de drogas é uma questão de saúde pública, não de polícia, percepção similar à observada no Sudeste, mas superior às demais regiões.

Punição à criminosos 
Os respondentes da região Sul também são os que mais acreditam na ideia de que para reduzir a criminalidade é preciso impor uma política de tolerância zero (88%) e que penas mais rigorosas reduzem a criminalidade (80%). É importante ressaltar que a concordância com penas mais rigorosas como ferramenta de combate ao crime no Sul diminuiu 10 pontos percentuais de 2011 a 2016.

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA - SEGURANÇA PÚBLICA

Margem de erro

DOIS PONTOS PERCENTUAIS PARA MAIS OU PARA MENOS

Tema

Administração pública

Opinião pública

Segurança

Contratante

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI

Período

01/12/2016 a 04/12/2016

Local

Brasil

Amostra

2.002 PESSOAS EM 141 MUNICÍPIOS

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Nota econômica